segunda-feira, 26 de novembro de 2018

GRUPO QUE ATUOU EM BACABAL SÃO DO CHAMADO "NOVO CANGAÇO"

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Essa nova categoria de assaltos a bancos vem causando terror nas cidades interioranas brasileiras. O modus operandi dos “novos cangaceiros” tem semelhança com o velho cangaço. Este, não raro, fazia uso de reféns; o bando também era grande, de 10 a 15 membros; e preferia atacar pequenas cidades.

Lampião e seu bando conseguiram dominar o sertão durante anos. De acordo com o historiador Adauto Leitão, os cangaceiros tinham modo destemido de atuação. “Era um grupo organizado que não se estabilizava em uma cidade. Atuava fortemente armado, sitiava o local e fazia a polícia refém das suas ações. Os cangaceiros de Lampião gostavam de desafiar os policiais”, afirma. O mesmo acontece atualmente nos ataques às agências bancárias no interior do Ceará.

Diferenças
Apesar da semelhança, existem diferenças. A atuação do bando de Lampião, de acordo com o historiador, tinha um cunho sociológico. O objetivo era invadir as cidades e fazer justiça a seu modo. Lembrado como Robin Hood, Lampião era conhecido por roubar dos ricos para dar aos pobres. Tornou-se personagem do imaginário brasileiro.“Fazia ‘‘caridade’’, assistindo as pessoas do meio rural que tinham necessidades”.
O ‘Novo Cangaço’ já faz parte de outra conotação. “São grupos criminosos, que saqueiam os bancos, sejam privados ou públicos. O que interessa é recurso financeiro para alimentar grupos organizados como o PCC [Primeiro Comando da Capital], por exemplo”.
Além disso, segundo Leitão, o cangaço original tinha um viés da cultura nordestina, seja no traje ou alimentação. Agia armado em seus cavalos. “Lampião e os cangaceiros eram nordestinos natos. Esses novos são de vários estados. As quadrilhas têm integrantes cearenses, paulistas, cariocas, qualquer brasileiro. Não existe esse conceito de ser nordestino”, conclui.


Medo
A principal diferença, no entanto, é o temor que os novos cangaceiros deixam nas pessoas. A violência assusta. A sensação de insegurança aumenta. Desde o último ataque ao banco de Baturité, em julho de 2013, a tranquilidade no município acabou. “A gente está preocupado, porque a qualquer momento pode acontecer de novo”, lamenta um morador da cidade de Baturité (a 93 KM de Fortaleza), que – por medo – preferiu não se identificar. As pessoas andam com medo e não gostam nem de comentar o que aconteceu.

AÇÃO DO NOVO CANGAÇO EM BACABAL

“Não há policiais suficientes para a cidade. Se você precisar de uma viatura e pedir socorro, é melhor chamar logo o rabecão, porque a polícia vai demorar mais de uma hora para te atender” disse Teógenes da Silva, comerciante. O senhor Januário de Abreu, aposentado, se revolta com a situação que a cidade vive. “Eu só queria que minha cidade fosse segura de novo. Hoje, tudo mudou”, desabafa com os olhos vermelhos, entristecido.


Dos três suspeitos mortos no confronto, um é de Tocantins, um é da Bahia e um é do Maranhão. O baiano era irmão do maior chefe de quadrilha de criminosos violentos da Bahia.
“Portanto, são bandidos da Bahia associados a bandidos do Tocantins e a bandidos daqui para praticar essas ações. É uma modalidade conhecida como novo cangaço, que usa extrema violência e busca matar policiais. Não vamos permitir isso aqui no Estado do Maranhão; e isso custará muito caro para eles”, afirma Jefferson Portela.

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