Blog do Leandro Noleto

sábado, 14 de novembro de 2020

Ao recitar poema de Flávio Leandro durante comício no Parque da Bandeira, Dona Sílvia Rocha Santos afirma que "São João dos Patos não precisa de gotas de caridade mas de chuva de honestidade"



A palestra realizada na noite desta quinta-feira em São João dos Patos pelo grupo encabeçado por Dr Alexandre teve um momento especial.

Reclusa em sua casa onde segue em isolamento por estar no grupo de risco do Corona Vírus, Dona Sílvia Rocha Santos, mãe do ex prefeito Celsinho e da candidata Marianna Lyra gravou um vídeo emocionante que foi mostrado durante o evento.

Na sua fala, Dona Sívia fez questão de dizer que está triste por não poder estar participando de forma ativa da campanha como sempre gostou e que poderia estar ajudando seus filhos. Desejou boa sorte a Dr Alexandre e Márcio e que o desafio que ambos tem é enorme pois a cidade parou no tempo e de se desenvolver principalmente na saúde e na educação e pediu um voto de confiança aos patoenses.

Em um trecho de sua fala, Dona Sívia que é pernambucana de nascimento recitou  um trecho de um poema de cordel de Flávio Leandro onde resume bem o momento que a cidade precisa viver de agora em diante e que vem passando ao transcrever que " São João dos Patos não precisa de gotas de caridade mas de chuva de honestidade" se referindo ao atual governo que só lembra da cidade em período de eleição quando precisa do eleitor.


Trecho em Forma de cordel nordestino em que Dona Sílvia se referiu:

Chuva de Honestidade

Flávio Leandro

Quando o ronco feroz do carro pipa

Cobre a força do aboio do vaqueiro

Quando o gado berrando no terreiro

Se despede da vida do peão


Quando verde eu procuro pelo chão

Não encontro mais nem mandacaru

Dá tristeza ter que viver no Sul

Pra morrer de saudades do sertão

Eu sei que a chuva é pouca e que o chão é quente

Mas tem mão boba enganando a gente

Secando o verde da irrigação


Não, eu não quero enchentes de caridade

Só quero chuva de honestidade

Molhando as terras do meu sertão


Eu pensei que tivesse resolvida

Essa forma de vida tão medonha

Mas ainda me matam de vergonha

Os currais, coronéis e suas cercas


Eu pensei nunca mais sofrer da seca

No Nordeste do século vinte e um

Onde até o voo troncho de um anum

Fez progressos e teve evolução


Eu sei que a chuva é pouca e que o chão é quente

Mas tem mão boba enganando a gente

Secando o verde da irrigação


Não, eu não quero enchentes de caridade

Só quero chuva de honestidade

Molhando as terras do meu sertão


Israel é mais seco que o Nordeste

No entanto se investe de fartura

Dando força total à agricultura

Faz brotar folha verde no deserto

Dá pra ver que o desmando aqui é certo

Sobra voto, mas, falta competência

Pra tirar das cacimbas da ciência

Água doce que regue a plantação


Eu sei que a chuva é pouca e que o chão é quente

Mas tem mão boba enganando a gente

Secando o verde da irrigação


Não, eu não quero enchentes de caridade

Só quero chuva de honestidade

Molhando as terras do meu sertão

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